Vidas Passadas: Na França como os franceses

Na vida anterior antes de nascer como um cidadão estadunidense, eu tinha nascido na França. Era um parisiense do século XVII. Foi uma das piores vidas que já tive na terra, mas vida de santo é assim mesmo, só sacrifício e amor as causas divinas.

Ainda no céu, antes de nascer, Deus me falou, vai mais uma vez. Eu lhe disse, Senhor não aguento mais aquele mundo, manda outro no meu lugar. Então para compensar Deus atendeu alguns pedidos: – eu seria casto e puro, sem maldade no coração e sem desejos sexuais no sangue; eu nasceria numa família composta de almas bondosas e santas.

Foi assim que aterrei na França, para levar uma vida de pobreza material e riqueza espiritual.

Tive uma mãe franceza extraordinária. A mais santa, pura e bondosa mãe, que qualquer outro ser podia ter. Ela me amou com todo seu coraçao enquanto viveu, e antes de eu entrar na adolescência, que acontecia muito mais tarde que hoje, ainda infante, ela partiu para os céus e me deixou aos cuidados de um excelente pai.

Crescendo num ambiente de elevada moral espiritual, eu me tornei o santo que tanto queria. Conheci os pensadores mais importantes da Europa, e também os iniciados iluminados de elevadas vidências e mentes superiores.

Não sei se era vantagem ou não, mas ser pobre naquela época era garantia de ter a cabeça no lugar, pois a França cortava as cabeças dos ricos para atender Robespierre e Danton.

Apesar de viver numa boa casa, ter título de nobreza, ser de boa família… era pobre de doer. Só não sei se foi por ser pobre ou por ser admirado por Robespierre que minha cabeça não rolou.

Quando não se tem mulher para distrair, nem dinheiro para gastar, parece que você tem mais tempo para rezar e escrever, foi nesta época que criei o hábito de escrever mil coisas ao mesmo tempo.

Ah sim! Sabe aquele quase-amigo francês que vivia no Brasil do artigo anterior? Ele também vivia na França, era um espanhol-árabe, e o encontrei ainda na juventude, quando eu era cadete do exército francês. Ele era um mestre maçon muito considerado entre alguns nobres.

Eu havia entrado no exército para ter acesso as livrarias exclusivas, viajar e encontrar com sábios e santos que existiam naquela época. Quando o capitão do meu pilotão me apresentou ao tal homem.

Após eu me cansar de dialogar com os grandes pensadores que influenciaram o mundo, bem como os grandes místicos daquela época, voltei para casa para fazer faculdade de filosofia e direito em Paris.

O velho maçon meu amigo, antes de partir para o Haiti me convidou a investigar com ele o futuro do planeta na ilha do novo mundo, eu lhe respondi que de Paris eu via as Luzes no Primmum Mobile com clareza, e nos despedimos. Ele acreditava que quando o mundo fosse acabar, iniciaria por lá (que fiquem avisados os Estados Unidos!).

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