O caso Kybalion

Eu particularmente, conheço o ser humano em todos os aspectos de frente e verso, sei que há poucas pessoas mais puras que os anjos nos céus, ainda que tão poucas, e tão grandes proporções de pessoas piores que os demônios nos infernos. Se bem que, se aparecer a opção em ter que escolher entre uma pessoa e um demônio, não vacilaria em fazer a menos pior escolha com acerto.

Este caso não foi contado ou lido em algum livro humano, foi visto pela visão do espírito na memória indelével do planeta, testemunha fiel das ações de tudo que há neste mundo.

O mahatma sob pseudônimo de William Atkinson se sentia solitário, agravando sua dor interior existencial, decidiu com sua companheira ampliar o círculo de amizade. Entre tantos, também admitiu um escritor de uma revista comunitária, por causa do teor dos seus artigos refletirem a semelhança com suas obras.

O santo, por gratidão à amizade recebida, decidiu compartilhar seus escritos com as duas pessoas mais eloquentes na arte da escrita. A primeira declinou agradecidamente a honra, mas não se sentiu digna de dividir a autoria, apenas prefaciando a obra sem interferir no seu conteúdo; o outro, criticou a fórmula, escreveu uma grande tese com dezenas de centenas de páginas discorrendo sobre o assunto central.

O avatar, vendo o proselitismo do discípulo, rejeitou sua contribuição e ainda transmitiu as lições sobre a arte da escrita indelével. Mas a natureza humana é tanto demoníaca como angelical, e o lado mau do discípulo falou mais alto, predominou. Por se tratar de uma pessoa influente e rica, procurou a todo custo sabotar o profeta sagrado, acusou-o de coisa horríveis, desrespeitando a autoridade de um mestre perfeito.

O santo yogi prosseguiu e publicou a obra intitulando-a com seu mote espiritual, nome de consagração, a sua missão – KYBALION. E por gratidão atribui a autoria aos seus três mestres, Three Iniciates, ou três iniciações finais, a união com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo.

A obra abençoada por Deus foi sucesso absoluto já na primeira semana.

O mau discípulo, ao ver o sucesso da obra, sentiu-se possuído pela inveja e a fúria tomou seu coração contra o sucesso do antigo mestre. Ele pensava, corroendo-se por dentro: Como pode um homem tão comum alcançar tanta projeção? Como pode uma mente tão tosca receber elogios dos maiores mestres do ocultismo? Eu estive com ele e sou muito melhor que ele em tudo, etc.

Usando de artifícios, espalhou boatos ofensivos contra o seu ex-mestre, e ainda exigiu direitos intelectuais sobre a obra.

Este caso não foi contado ou lido em algum livro humano, foi visto pela visão do espírito na memória indelével do planeta, testemunha fiel das ações de tudo que há neste mundo.

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